Fadiga Muscular e Ler/Dort

Atualizado: 27 de Ago de 2019

Os sintomas de um trabalhador com fadiga muscular, ao mesmo tempo que são facilmente identificáveis, também são facilmente confundidos. Sabe-se que a fadiga muscular é o evento que sinaliza o início das alterações musculoesqueléticas, causando sintomas como dor, sensação de cansaço, peso e formigamento nos membros superiores. Os sintomas são semelhantes aos causados pelo processo inflamatório – as tendinites. No entanto, a fadiga muscular apresenta fácil retrocesso, se for tratada em tempo hábil, ou seja, antes da instalação do processo inflamatório.


Durante as atividades de trabalho, diversas posturas podem ser adotadas. No entanto, as posturas mais utilizadas durante toda a jornada são as posturas sentada ou em pé. A alternância postural, promovendo a posição, ora sentada, ora em pé, quando se considera a necessidade natural do organismo de mudança postural, deve ocorrer sempre que necessário, ou seja, toda vez que o organismo solicitar a mudança. Os sinais para solicitação são emitidos e sentidos pelo corpo através de sensações de desconforto, cansaço, formigamento e outros sintomas.


Considerando a visão da ergonomia, ciência multidisciplinar que busca o conforto, o bem-estar e a saúde do trabalhador, sempre que forem sentidos indícios de fadiga muscular, o trabalhador deve mudar de posicionamento. A mudança de posicionamento, no mesmo posto de trabalho, pode e deve ser realizada com frequência.


Apesar da postura sentada ser mais favorável do que em pé, um grande número de pessoas que sofrem de dores na região dorsal considera que essa postura agrava o seu problema. Considerando os trabalhos realizados na posição sentada, encontra-se menor trabalho muscular quando as costas estão apoiadas sobre o encosto da cadeira, a cabeça está alinhada com a coluna e os pés tocam o chão (senão, é necessário utilizar apoio para os pés).


Assim sendo, exercícios físicos realizados durante ou após a jornada de trabalho atuam de forma terapêutica, diminuindo o estresse através do alongamento e do relaxamento (Martins, 2001).


Fonte: bvsms.saude.gov.br

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